Marcha Mundial pela Paz e Não Violência

março 5, 2009 by djairjr  
Filed under Ativismo

A Marcha

A Marcha Mundial começará na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará naCordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante estes 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra. Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e do deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de diversas nacionalidades fará o percurso completo.

Por quê?

Porque a fome no mundo pode ser resolvida com 10% do que se gasta em armamento. Podemos imaginar como seria, se 30 ou 50% fossem destinados para melhorar a vida das pessoas, em vez de serem aplicados em destruição?

Porque eliminar as guerras e a violência significa sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie.
Porque nos acompanha nessa inspiração a força das vozes de tantas gerações anteriores que sofreram as conseqüências das guerras e cujo eco continua se escutando hoje em todos os lugares onde continuam deixando seu fúnebre rastro de mortos, desaparecidos, inválidos, refugiados e deslocados.

Porque um “mundo sem guerras” é uma proposta que abre o futuro e deseja se concretizar em cada canto do planeta, onde o diálogo vá substituindo a violência.

É chegado o momento de fazer ouvir a voz dos sem-voz! Milhões de seres humanos pedem por necessidade que se acabe com as guerras e a violência.

Podemos conseguir isso, unindo todas as forças do pacifismo e da não-violência ativa do mundo.

Apoie a Marcha você também: http://marchamundial.org.br/?page_id=163

Read more

Em Defesa do Rio Ribeira - Coletivo Jovem Caiçara

abril 9, 2008 by djairjr  
Filed under Ativismo

Vídeo com ações do Coletivo Jovem Caiçara em defesa do Rio Ribeira, que está ameaçado de ser privatizado pelo Sr. Antônio Ermírio de Moraes para a construção de uma usina hidrelétrica particular que atenderia às demandas energéticas de sua empresa, a Companhia Brasileira de Alumínio.

[youtube Rb84dtMhGPs nolink]

Mesa de Mídia Ativista - Conclusões Finais

novembro 15, 2007 by djairjr  
Filed under Ativismo

Participaram da mesa 22 pessoas de 17 à 61 anos, vindas de Curitiba, Rio e São Paulo com experiência voluntária e/ ou profissional em diferentes tipos de mídia.

Ao contrário da mídia tradicional que impõe um ponto de vista, o papel da mídia ativista é instigar a multiplicidade de olhares desde um estado interno de geração ou criação.

A Mídia ativista passa necessariamente por um coletivo autogestionado que é uma forma de democracia direta.
Read more

Compartilhando

julho 28, 2007 by djairjr  
Filed under Ativismo

O grande barato das tecnologias peer to peer (P2P) é a possibilidade de compartilhar material audiovisual. Um salto na rede e você pode encontrar de tudo: filmes, músicas, álbuns completos, séries… Para aqueles que possuem uma conexão banda larga, é um paraíso.

Mas e aqueles que não têm acesso rápido à rede? Como poderiam se beneficiar de assistir a filmes que praticamente só podem ser encontrados na rede (um exemplo disso é o “Brasil: Muito além do Cidadão Kane“, proibido no Brasil pela Rede Globo e que pode ser assistido on-line pelo Google Videos, ou baixado no site do Centro de Mídia Independente)?

Existe uma série de filmes que circulam em Mostras Internacionais de Cinema, denunciando esquemas de governos ou grandes corporações e depois esses filmes nunca chegam às locadoras, ou a grandes circuitos de exibição.

Como tornar as informações passadas por estes cineastas mais acessíveis ao grande público?

Um lance que temos feito é baixar esses filmes pela rede, usando Peer to Peer, e depois converter os vídeos num formato que nos permite reproduzi-lo em DVDs Players. Com isso, a gente tem como exibi-los num circuito alternativo, e usá-los para debater novas soluções de organização frente a esse sistema de crenças.

Também temos realizado trocas desses filmes por outros, o que ajuda a aumentar o acervo da videoteca. E além disso, temos anexado nos DVDs que montamos um tutorial em vídeo sobre como fazer o mesmo.

Quando os filmes chegam ao circuito de locação e exibição, deixamos de incluí-los no nosso circuito de trocas, mas chegamos a outros filmes. São poucos os que passam a ser locados (Os filmes de Michael Moore, o documentário canadense “The Corporation”, “A batalha do Chile”, etc…).

Nossa proposta não é comercial, embora a gente peça a contribuição financeira em troca dos filmes (de R$ 5 a R$10), como forma de ajudar o projeto. A idéia é que os filmes cheguem o mais longe possível, sem envolver as grandes distribuidoras que acabam por censurá-los economicamente ou politicamente.

Pensamos que essa forma poderia ser ampliada e talvez fosse possível armar uma rede onde os próprios produtores vendessem os vídeos a preços acessíveis (a galera da Big Noise Films faz esse tipo de coisa).

Com a galera do Cinema de Quebrada temos realizado algumas festas do Rolo, espaços onde os produtores dos documentários podem trocar seus filmes por outros para ajudar na distribuição dos mesmos. Também estamos criando um circuito alternativo de exibição com essa estratégia. Algo a se conversar é se cada coletivo poderia vender os filmes dos outros para ajudar a viabilizar novos projetos.

A troca ajudaria a aumentar os títulos. A venda, daria uma mínima ajuda para viabilizar os filmes (fitas, produção, etc…). E ambas as formas levariam os filmes o mais longe possível.

Videoativismo

junho 3, 2007 by djairjr  
Filed under Ativismo

Estamos chegando numa etapa do Cinecélula em que podemos e devemos realizar filmes. De fato, a gente tem feito algumas experiências mais internas, como no caso dos informes das linhas e dos clipes do Tendal da Lapa e do Manifestação.

Mas acho que a coisa tem mais potência do que isso.

Na semana passada, estivemos conversando com o pessoal do Morro Doce, que está interessado em fazer um documentário sobre uma situação pontual contra a qual estão se organizando. Trata-se de um aterro sanitário, que será implementado na região pela atual prefeitura. Eles já filmaram algumas coisas, em VHS mesmo, contando com o empenho do Márcio, que é um dos caras que está organizando a coisa toda.

A gente ficou divagando se não valeria a pena entrevistar as pessoas que moram próximo à região, os vereadores que aprovaram o projeto de lei, os ativistas, pessoas que trabalham com o lixo de uma outra maneira, etc… Marcamos uma reunião para esse sábado, para discutirmos um roteiro, distribuirmos as tarefas e marcarmos as entrevistas e as filmagens. Também estamos pensando em armar um esquema de oficinas, para que mais pessoas aprendam a editar a coisa toda, enquanto vamos fazendo isso caminhar.

Devemos lançar a imagem de que sejam feitas equipes para tudo! Mas sabemos como essas coisas demoram a se dar e estamos preparados para fazer a coisa com esses que aí estão, se revezando em diversas funções, porque para eles a imagem de se fazer o documentário tem muito brilho.

Enquanto faremos o documentário, a idéia é ir armando espaços de discussão da questão, pequenos fóruns nas escolas do bairro, onde as pessoas podem se expressar livremente sobre o fato e isso entra no documentário como registro. A proposta é que isso vá acontecendo durante a feitura do filme e que uma vez que o documentário esteja finalizado (ou quase), sejam realizados videodebates, onde a comunidade poderá se expressar sobre os rumos tomados na edição. O material final será distribuído entre as associações e escolas participantes, além dos comerciantes que possam ter anunciado no projeto a fim de apoia-lo.

A idéia é que a feitura do filme sirva como pretexto para uma organização das pessoas frente a conflitos pontuais. E que isso seja documentado e rediscutido na comunidade, com o apoio da própria comunidade.

Próxima Página »